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August, 2009 Tributo aos paisVocês já repararam que nossos pais sempre falam pra gente que não vão "viver pra sempre", que estão "nos preparando pro futuro" e que devíamos "agir com mais maturidade" pra isso ou praquilo?! Eu acho que nossos pais esquecem que às vezes o destino não segue a ordem natural das coisas, e muitas vezes os filhos acabam indo antes dos pais. Apesar de imaginar que enterrar o próprio filho deva ser a maior dor que uma pessoa possa sofrer, devo ter em mente que tenho uma vida mais ativa que meus pais. Matematicamente falando, a probabilidade de eu me deparar com as Valquírias vikings e ir parar em Valhala é muito maior do que a deles. Porém, todos queremos viver bastante e curtir o máximo de tempo possível com nossos pais. Eu, particularmente, ainda quero dar a satisfação aos meus pais de carregarem o(s) neto(s) deles no colo, e de verem que conseguiram o que preza a Teoria da Evolução: reproduza e multiplique-se. Até porque, convenhamos, meu DNA é bom demais pra acabar comigo, né? Hehehe! Portanto, acho que todo filho deveria fazer uma homenagem aos seus pais, enquanto eles ainda estão vivos (os pais ou os filhos). Não sabemos o dia de amanhã e podemos perder a oportunidade de dizer aos nossos pais tudo o quê sentimos. Aqueles que me conhecem, sabem que sou uma pessoa com uma grande influência musical na vida. Graças ao meu pai e à minha mãe, conheci o que há de melhor no mundo da música, e aprendi como classificar músicas verdadeiramente boas. Infelizmente, nunca fui criativo o suficiente para compor uma música. Portanto, farei uso das palavras de dois grandes músicos para isso: Blake Shelton (cantor americano de música country) e Mike Portnoy (baterista da banda Dream Theater). Blake Shelton fez uma música chamada "The Baby"* aonde ele descreve como uma mãe pensa de seus filhos. Ele narra ser o filho mais novo da família e como ele começa a crescer e seguir a sua vida. Porém, sua mãe, sempre o considera "o bebê" dela. Até que um dia ele recebe a ligação de seu irmão dizendo que sua mãe não deve passar dessa noite. Quando ele finalmente consegue chegar, sua mãe já faleceu. Ele delicadamente a beija e chora como "um bebê". Mike Portnoy é o baterista da banda Dream Theater. No início de 2009 seu pai faleceu na luta contra o câncer. Na música, ele faz um tributo ao pai e sua vida junto a ele. Ele cita os bons momentos que passaram juntos, como seu pai influenciou sua vida e como ele jamais esquecerá essa época. Ele também fala como foi difícil aturar a dor da perda do seu pai, apesar de tentar estar preparado. Seguem abaixo as letras das músicas feitas por cada um deles em homenagem aos seus pais. Se, de alguma forma, eu puder roubar essas letras, façam delas as minhas palavras. Pai... Mãe... essa é pra vocês! -- The Best of Times - O melhor dos tempos Lembre-se dos dias passados Os dias de verão e os sonhos na Costa Oeste Eu sempre vou me lembrar A manhã mostra no rádio As lojas de discos, the Stickbone Years Eu sempre vou me lembrar Mas então veio o chamado As asas passageiras do tempo Lembre-se: "Aproveite o dia" Esse foi o melhor dos tempos Obrigado pela inspiração Esse foi o melhor dos tempos Meu coração está sangrando The Baby - O bebê Meus irmãos falavam Eu trabalhei em uma fábrica em Ohio Ela adorava aquela fotografia Recebi uma ligação no Alabama Eu fiz o caminho todo a 120 por hora Ela parecia estar dormindo Eu beijei ela gentilmente -- Essa mensagem é pra todos! Aqueles que ainda têm, ou não, seus pais. Se você os tem, aproveite cada minuto perto deles. Se você não os tem, traga de volta à memória deles, pois isso é o que mais importa quando uma pessoa que amamos vai embora. "Aproveite o dia!" (por Diogo Assis) Para ouvir The Baby de Blake Shelton, clique em: Para ouvir The Best of Times do Dream Theater, clique em: http://www.youtube.com/watch?v=3ydWBzd522s (deixe rolar até o fim pois a segunda parte entra em seguida) * Agradeço ao Paulino (Mustang) por ter me apresentrado essa música. July, 2007 A Teoria de KaizenKaizen - Palavra japonesa que quer dizer "melhoria contínua", gradual, na vida em geral (pessoal, familiar, social e no trabalho). Outro dia recebi uma história muito interessante, chamada "O Tesouro de Bresa", onde uma pessoa pobre compra um livro com o segredo de um tesouro. Para descobrir o segredo, a pessoa tem que decifrar todos os idiomas escritos no livro. Ao estudar e aprender estes idiomas começam a surgir oportunidades na vida do sujeito, e ele lentamente, de forma segura começa a prosperar. Depois ele precisa decifrar os cálculos matemáticos do livro. É obrigado a continuar estudando e se desenvolvendo, e a sua prosperidade aumenta. No final da história, não existe tesouro algum - na busca do segredo, a pessoa se desenvolveu tanto que ela mesma passa a ser o tesouro. O profissional que quiser ter sucesso e prosperidade precisa aprender a trabalhar a si mesmo com muita disciplina e persistência. Vejo com freqüência as pessoas dando um duro danado no trabalho, porque foram preguiçosas demais para darem um duro danado em si mesmas. Os piores são os que acham que podem dar duro de vez em quando. Ou que já deram duro e agora podem se acomodar. Entenda: o processo de melhoria não deve acabar nunca. A acomodação é o maior inimigo do sucesso! Por isso dizem que a viagem é mais importante que o destino. O que você é acaba sendo muito mais importante do que o que você tem. A pergunta importante não é "quanto vou ter?", mas sim "no que vou me transformar?" Não é "quanto vou ganhar?", mas sim "quanto vou aprender?". Pense bem e você notará que tudo o que tem é fruto direto da pessoa que você é hoje. Se você não tem o suficiente, ou se acha o mundo injusto, talvez esteja na hora de rever esses conceitos. Como diz o Jim Rohn, no que ele chama do grande axioma da vida: "Para ter mais amanhã, você precisa ser mais do que é hoje". Esse deveria ser o foco da sua atenção. Não são precisos saltos revolucionários, nem esforços tremendos repentinos. Melhore 1% todos os dias (o conceito de "Kaizen"), em diversas áreas da sua vida, sem parar. Continue, mesmo que os resultados não sejam imediatos e que aparentemente/superficialmente pareça que não está melhorando. Porque existe, de acordo com Rohn, um outro axioma: o de não mudar: "Se você não mudar quem você é, você continuará tendo o que sempre teve". (autor desconhecido) July, 2007 6 Great Ways To Get Inspired"Failure seldom stops you. What stops you is the fear of failure." -- Jack Lemmon "People usually fail when they are on the verge of success. So give as much care to the end as to the beginning." -- Lao-Tzu "Victory is won not in miles but in inches. Win a little now, hold your ground, and later, win a little more." -- Louis L'Amour "Happiness is when what you think, what you say, and what you do are in harmony." -- Mahatma Gandhi "The most difficult thing is the decision to act, the rest is merely tenacity." -- Amelia Earhart "It takes courage to grow up and turn out to be who you really are." -- E. E. Cummings May, 2005 O Lençol BrancoEla acordou naquela manhã com o cheiro da maresia entrando pela porta. Quando ela abriu os olhos, pôde ver um pedacinho daquela areia branca se estendendo pelo horizonte. A porta que dava acesso à varanda estava semi-aberta, mas ela já sabia como era a vista de lá. Sabia que se fosse até lá, veria uma praia extensa e vazia. Nada além de uma deliciosa fina areia branca e as ondas do mar, batendo e levantando aquela fumaça. O cheiro da maresia vinha com força. Era como se ela atingisse uma parede a centenas de quilômetros por hora. Uma parede de vapor com cheiro de água salgada. Aquela vista era perfeita! A imensidão do oceano logo à sua frente. Mas ela não queria aquela vista naquela hora. Já vira isso antes. Ela queria continuar deitada, naquela cama macia, enrolada naquele lençol branco. Aquele lençol branco e cheiroso sob o qual passara a noite deitada. Uma noite que a fez sentir viva. Uma noite de muito carinho e calor. Ela não queria lembrar do passado. Ela só queria saber do futuro. E o futuro dela era aquele momento. Aquilo que ela estava vivendo. Não queria nada mais além daquilo. Tivera uma noite muito gostosa. Romântica e carinhosa. Amou como nunca tinha amado antes. E acordou se sentindo amada e amando. Se ela fechasse os olhos, poderia se lembrar do toque dele. Do cheiro dele. Do peso dele. Da forma como ele a beijou. Da forma como ele a acariciou. E tudo o que ela queria é que aquilo se repetisse por todas as noites da sua vida. Alí mesmo. Naquela mesma cama. Naquele mesmo lençol branco. Claro que o senhor Tempo faria as coisas mudarem. Ele sempre teve esse poder. Depois de alguns anos, além deles dois, uma noite teria uma criança entre eles. Que diria que estava com medo e acabaria dormindo com eles. E depois, viriam mais e mais crianças. Às vezes, elas poderiam ainda vir acompanhadas de um cachorro. Mas isso não importava. Estava em família. A sua família. Uma família que começou naquele lençol branco. Nesse momento ela se sentiu feliz. Se sentiu esperançosa. Sabia que por mais que o mundo fosse cruel, ela poderia ser feliz um dia. Ela estava feliz. Acordou com um sorriso no rosto. Um sorriso que traduzia tudo pelo qual ela tinha passado, pelo qual ela estava passando e pelo qual ela iria passar. Foi nesse momento que ela se lembrou que não estava sozinha. Ele estava lá com ela. Passara a noite inteira aos seus braços. Então ela decidiu virar de lado para vê-lo. Quando o fez, viu que ele já estava acordado. Ele estava com a cabeça apoiada na mão e ela apoiada no travesseiro. Estava com um singelo sorriso no rosto, sem camisa, olhando pra ela, enrolado naquele lençol branco. Então ele disse: - Bom dia, meu amor! E foi aí que ela sentiu que poderia ser feliz pro resto da vida. Tudo graças àquele leçol branco. (por Diogo Assis) |
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